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Sintomas da enxaqueca crônica

Revisado por: Dr. Paolo Rubez CRM/SP: 124773 - 23 de janeiro de 2019

Sintomas da enxaqueca crônica

A cefaleia, também conhecida como dor de cabeça, pode manifestar-se de dezenas de formas diferentes sendo que a recorrência e intensidade determinam o nível do problema. Nessas condições, os sintomas da enxaqueca crônica podem torná-la extremamente debilitantes para o paciente.

Para um diagnóstico correto da condição e início do tratamento, seja com medicamentos ou a cirurgia de enxaqueca, é importante identificar quais são os sintomas da enxaqueca crônica, do que se trata o problema e como ele pode ser minimizado ou até eliminado. Confira a seguir.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é um tipo de cefaleia primária que se caracteriza, na maior parte das vezes, por uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça (pode ocorrer também nos dois), sendo acompanhada normalmente de sintomas da enxaqueca crônica como fotofobia e fonofobia, náusea e vômito.

As crises de enxaqueca podem durar entre quatro a 72 horas e, normalmente, são mais curtas em crianças que também podem ser afetadas pela condição. Segundo o Ministério da Saúde, a patologia é mais comum entre 25 e 45 anos e apresenta queda expressiva após os 50 anos, principalmente entre as mulheres. Estima-se ainda, que entre três e 10% das crianças tenham a doença.

A enxaqueca ainda pode ser classificada de acordo com os sintomas e frequência, existindo o tipo com ou sem aura, as episódicas e as crônicas.

Quais são os sintomas da enxaqueca crônica?

A debilidade provocada pelas crises da doença tem relação com a gravidade dos sintomas da enxaqueca crônica, podendo consistir em uma dor intensa com duração estendida, além de alta recorrência das crises. Os principais sintomas que podem ser destacados são:

  • Náusea e vômitos;
  • Tontura;
  • Irritação;
  • Fadiga;
  • Sensibilidade à luz;
  • Sensibilidade ao som;
  • Alteração no apetite;
  • Intensificação da dor com movimentos da cabeça ou do corpo;
  • Crise de cefaleia com dor unilateral e pulsátil entre quatro e 72 horas;
  • Dificuldades para concentração.

Além desses sintomas da enxaqueca crônica, a condição também pode ser diagnóstica com base na recorrência das crises. Caso a cefaleia ocorra em 15 ou mais dias do mês, sendo ao menos oito dias com crises típicas de enxaqueca, por um período superior a três meses, sem que haja uso abusivo de medicamentos, é um sinal do tipo crônico da doença.

Para identificar a cefaleia, o médico baseia-se principalmente nos sintomas da enxaqueca crônica relatados pelo paciente, sendo uma avaliação clínica, pois os exames não permitem identificar a condição.

O que acarreta tal condição clínica?

A enxaqueca crônica não tem causas conhecidas, entretanto, sabe-se que a condição tem relação com alterações no cérebro devido uma influência genética. A crise de enxaqueca tem início quando as células nervosas reagem a gatilhos, normalmente, externos.

A liberação de substâncias como substância P, serotonina e outros compostos inflamatórios provocam a dor intensa. Destaca-se que diversas situações cotidianas podem ocasionar as crises em pessoas com predisposição a tê-las, como:

  • Problemas relacionados ao sono ou ao apetite, incluindo má alimentação;
  • Atividades físicas em excesso;
  • Situações estressantes;
  • Uso abusivo de medicamentos;
  • Déficit de sono;
  • Exposição a luz ou som intensos etc.

Devido aos diversos fatores que influenciam a condição, é importante realizar um diagnóstico correto e precoce para seja possível iniciar o tratamento e assim melhorar a qualidade de vida do paciente.

Quais os possíveis tratamentos para enxaqueca crônica?

O tratamento mais comum para os sintomas da enxaqueca crônica é o medicamentoso, no qual são usados compostos normalmente de neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos e antiepilépticos. Além disso, é indicado que o paciente identifique fatores que desencadeiam as crises para poder evitá-las.

Outra técnica que tem ganhado destaque é a cirurgia de enxaqueca, que pode ser realizada por um cirurgião plástico com o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital que estão envolvidos nos pontos de dor.

No tratamento cirúrgico, existem sete técnicas distintas para amenizar a enxaqueca crônica, sendo eles:

  • Frontal;
  • Temporal;
  • Rinogênica;
  • Occipital Maior;
  • Occipital Menor;
  • Auriculotemporal;
  • Numular.

As cirurgias de correção da enxaqueca crônica são minimamente invasivas e apresentam resultados imediatos para o paciente, aliviando as dores e desconfortos causados pelos sintomas da enxaqueca crônica.