Enxaqueca crônica tem cura?

Enxaqueca crônica tem cura?

Enxaqueca ou, como é chamada entre os especialistas, Migranea é definida como uma forma primária da cefaléia. Uma doença considerada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma das que mais incapacitam homens e mulheres no mundo todo, mas que possui tratamento por meio da cirurgia de Migranea, a enxaqueca tem variações, sendo uma delas a crônica.

A enxaqueca crônica é definida quando o paciente apresenta crises de dores de cabeça, por no mínimo 15 dias por mês, durante pelo menos três meses, sendo que, em oito desses dias, a pessoa apresenta os principais sintomas da Migranea, tais como:

  • Dores intensas;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Vertigens;
  • Sensibilidade à luz, e
  • Sensibilidade ao som.

É uma condição que acomete cerca de 2% da população mundial representando, no Brasil, 4 milhões de pessoas. Mesmo a forma crônica da Migranea pode ser tratada por meio da cirurgia para enxaqueca, um procedimento considerado em diversos casos, como a cura da enxaqueca.
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Como é a cirurgia de enxaqueca crônica?

Desenvolvida no ano de 2000 pelo cirurgião plástico Dr. Bahman Guyuron, um dos mais conceituados profissionais da área no mundo, a cirurgia passou a ser estudada após o especialista perceber que muitos dos pacientes que realizaram cirurgias estéticas para a região frontal, ou superior, da face, e apresentavam enxaqueca, inclusive crônica, confirmavam uma melhora significativa dos sintomas após realizar os procedimentos estéticos.

Juntamente com a equipe, o Dr. Guyuron passou a estudar as etapas dos procedimentos até que conseguiu comprovar a eficiência da técnica para combater a enxaqueca.

A partir de então, muitas equipes redor do mundo passaram a realizar  estas cirurgias para tratar a enxaqueca.

Considerado um procedimento pouco invasivo, a técnica trabalha em cima do conceito de que os ramos periféricos dos nervos trigêmeo e occipital, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo das pessoas, ficam irritados por conta da compressão feita por determinadas estruturas que os rodeia. Essas estruturas podem ser músculos, vasos sanguíneos, ossos e fáscias.

Quando ocorre a irritação dos ramos, o organismo libera neurotoxinas, substâncias que causam a inflamação de nervos e membranas do cérebro, levando aos principais sintomas da enxaqueca crônica.

A cirurgia possui o objetivo de descomprimir e liberar esses ramos.

Durante a técnica, o cirurgião plástico realiza a ressecção ou, até mesmo, a retirada das estruturas que estão comprimindo os ramos e, consequentemente, causando a enxaqueca, por meio de pequenas incisões feitas na região considerada como a ideal para o procedimento. Essas incisões podem ser frontais, temporais, intra-nasais ou occipitais.

A técnica é simples e apresenta taxas de sucesso que variam de 83 a 92%, sendo, muitas vezes, chamada de definitiva devido livrar o paciente da enxaqueca crônica.

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