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Quais os principais tipos de enxaqueca?

Mulher coloca mãos nas têmporas e faz expressão de dor no rosto
08 dez, 2020

A enxaqueca, ou migrânea, é uma doença incapacitante – mas pode ser vencida via intervenção cirúrgica.

A enxaqueca atinge perto de 15% da população brasileira, ou seja, mais de 31 milhões de pessoas, a maioria entre os 25 e 45 anos. Ela é também conhecida, em especial entre os médicos, como migrânea, sendo essa apenas um dos tipos de enxaqueca existentes.

Após os 50 anos, tal taxa tende a diminuir, em especial nas mulheres. A enxaqueca também ataca crianças — em 3% a 10% dos casos —, afetando igualmente ambos os gêneros antes da adolescência. Após essa fase acomete mais o sexo feminino, até por volta dos 45 anos, como citado.

Existem mais de 150 tipos de enxaqueca já identificados, segundo estudos da Sociedade Internacional de Cefaleia e da Sociedade Brasileira de Cefaleia, e a condição tem efeito ruim em toda a sociedade.

A enxaqueca impacta a economia: o doente não presta atenção no mundo ao seu redor, não trabalha nem estuda adequadamente, e algumas áreas de sua memória são afetadas. A doença é uma das mais incapacitantes que se conhece, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). A dor que ela gera pode ser episódica ou crônica, e pode ocorrer “com aura” ou “sem aura” — ou seja, pode causar ou não no paciente alterações e perturbações visuais.

Quais são os principais tipos de enxaqueca? Vamos conhecê-los a seguir.

Tipos de enxaqueca

Há diferentes formas de se classificar os tipos de enxaqueca. A mais comum é a que divide a doença nos seguintes grupos:

  • Enxaqueca com aura: gera uma série de alterações, sensoriais e visuais, tais como pontos pretos na visão, formigamentos em algum lado do corpo ou incapacidade de expressar-se claramente;
  • Enxaqueca sem aura: não traz problemas de visão, mas causa dores latejantes na cabeça, fotofobia, náuseas e vômitos;
  • Enxaqueca hemiplégica: assemelha-se a um derrame. Provoca sensações como fraqueza, perda de sensibilidade e formigamento no corpo. Em estágio avançado, pode causar algum grau de paralisia em um lado do corpo;
  • Enxaqueca retiniana: gera perda de visão temporária em um dos olhos, durante período indeterminado; pode durar um minuto, ou vários meses. Ocorre mais em mulheres, e durante o período fértil;
  • Enxaqueca crônica: gera dores de cabeça intensas por, pelo menos, 15 dias ao mês. É uma das enxaquecas mais incapacitantes;
  • Enxaqueca sem cefaleia: conhecida também como enxaqueca silenciosa, visto que dela não decorre dor de cabeça. Mas apresenta outros sintomas, como distúrbios visuais, náusea e vômitos.

A cirurgia contra a enxaqueca é hoje uma realidade, é eficaz, mas pouco difundida no Brasil. Saiba mais sobre o tratamento a seguir!

Cirurgias contra enxaqueca

A cirurgia de enxaqueca foi criada pelo cirurgião plástico Bahman Guyuron, em Cleveland, Ohio, EUA. Isto ocorreu nos anos 2000. Desde então várias equipes ao redor do mundo vêm realizando-a com sucesso.

Conheça quais são estas cirurgias:

  • Frontal: é feita em pacientes que têm o início das dores na região dos supercílios. Suas cicatrizes são imperceptíveis. É a mais comum das intervenções cirúrgicas do gênero;
  • Temporal: Aqui as incisões são feitas no couro cabeludo, e têm como foco descomprimir ou ressecar parte do nervo zigomático-temporal ou nervo aurículo-temporal, o qual é comumente lesionado em cirurgias estéticas para a fronte e em cirurgias orbitais;
  • Aurículo-temporal: É empregada para o caso de pacientes que apresentem dores na lateral da cabeça (ou seja, nas têmporas). Assim como as demais, fará a descompressão dos nervos localizados na região temporal, minimizando os sintomas da enxaqueca;
  • Numular: É procedimento realizado sob anestesia local. Dura cerca de 15 minutos. Via uma pequena incisão é realizada a neurotomia de pequenos ramos nervosos, sendo que a cicatriz fica disfarçada pelo cabelo;
  • Rinogênica: Trata-se de cirurgia realizada toda por dentro do nariz. Ajuda pacientes que apresentam dores as quais se iniciam atrás dos olhos, por exemplo, causadas por eventuais variações do clima;
  • Occipital: Trata de dores que ocorrem atrás da cabeça ou na nuca, as quais podem ser causadas pela irritação de diversos nervos, sendo o principal deles o nervo occipital maior;
  • Occipital Menor: Neste último caso, o nervo occipital menor, ao apresentar compressão, faz com que o paciente tenha dores na região lateral da nuca semelhantes a uma dor muscular. A incisão é pequena e feita no couro cabeludo do paciente, não resultando em cicatriz visível.

Após estagiar em cinco períodos com o Dr. Guyuron e sua equipe, o Dr. Paolo Rubez, brasileiro, estabeleceu-se em São Paulo, capital, e oferece aos seus pacientes os melhores tratamentos contra enxaqueca. O Dr. Rubez mantém contato frequente com Dr. Guyuron visando troca de experiências e sua atualização constante nesta nova área da medicina.

Sendo assim, ele é capaz de colaborar na identificação do tipo de enxaqueca e indicar a técnica cirúrgica para a melhora do quadro. Ligue e agende sua consulta! 

Fontes:

Cirurgião Plástico Dr. Paolo Rubez;

Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sobre o autor
Formado na Escola Paulista de Medicina / Unifesp, é especialista em cirurgia plástica e cirurgia da enxaqueca. Além disso, passou por sete estágios em Cleveland, nos EUA, na University Hospitals, para se aprimorar em Rinoplastia.