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Qual a diferença entre Blefaroplastia e ptose palpebral?

Revisado por: Dr. Paolo Rubez CRM/SP: 124773 - 30 de outubro de 2019

Qual a diferença entre Blefaroplastia e ptose palpebral?

A blefaroplastia é a cirurgia plástica que corrige o excesso de pele e de bolsas de gordura nas pálpebras superiores e inferiores. Ptose palpebral é uma doença, adquirida ou congênita, que faz com que as pálpebras superiores cubram os olhos causando diminuição do campo visual e alteração estética.

A ptose palpebral e a blefaroplastia podem ser tratadas por um cirurgião plástico. Entretanto, a ptose palpebral é comum ser feita também por um cirurgião oftalmologista, sendo esse profissional certificado a assegurar a funcionalidade dos olhos.

O que é ptose?

Ptose é caracterizada pela queda das pálpebras superiores abaixo do seu nível normal. A condição pode ser resultado do afrouxamento da musculatura das pálpebras com a idade, devido a alguma patologia neuro-muscular, ou mesmo após traumas. Nestes casos, a ptose palpebral foi adquirida.

Outra forma de um paciente apresentar a condição é ela ser congênita, ou seja, o paciente nasce com a patologia. Em situações como essa, é indicada a procura por aconselhamento junto a um oftalmologista com experiência no assunto, uma vez que a cirurgia de correção pode ocorrer logo nos primeiros anos de vida.

Problemas neurológicos e até lesões na cabeça ou próximas aos olhos podem desencadear o processo de desenvolvimento da ptose palpebral. Independentemente do que levou a condição, é importante o paciente consultar-se com especialistas em oftalmologia e cirurgia plástica para impedir que a situação prejudique a visão e seu convívio social.

Como saber se tenho ptose palpebral?

O diagnóstico de ptose palpebral é relativamente simples. Pacientes que apresentam cobertura superior a 2 milímetros da porção da íris (colorido) dos olhos apresentam a condição. Os sintomas também colaboram nessa identificação. São eles: 

  • Paciente eleva o queixo para conseguir enxergar melhor;
  • Dificuldades para enxergar;
  • Rugas na testa devido ao esforço repetitivo de contrair a musculatura para enxergar melhor.

Como mencionado, a condição pode ser congênita ou adquirida, ou seja, a pessoa pode nascer com um quadro de ptose palpebral ou a doença pode surgir devido ao processo de envelhecimento ou uma lesão na região, por exemplo.

A indicação para o tratamento da ptose palpebral leva em conta fatores como o tipo de ptose. Existem três tipos distintos da doença: miogênicas, neurogênica e mecânica. Com base nesse diagnóstico é indicado o protocolo de tratamento, que pode ser a realização de uma cirurgia por um cirurgião plástico ou outros tratamentos envolvendo oftalmologistas e neurologistas.

Quando a blefaroplastia é indicada?

A ptose palpebral pode estar indicada junto com a blefaroplastia para fins estéticos. Ou seja, o envelhecimento natural colaborou para a pálpebra acumular pele e bolsas de gordura.

É muito comum que esses pacientes façam a blefaroplastia tanto nas pálpebras inferiores quanto nas superiores, o que restaura o olhar jovial ao paciente. Além da cirurgia plástica de blefaroplastia, casos leves ou em estágio inicial de ptose palpebral podem ser minimizados com tratamentos menos invasivos.

Por isso, é importante consultar-se com um cirurgião plástico ou oftalmologista. Esses dois profissionais são gabaritados a indicar o protocolo de tratamento que melhor trará resultados ao paciente.

Aplicação de curativo em paciente que passou por cirurgi para resolver a ptose palpebral
Imagem: Shutterstock

Passo a passo do procedimento

Quando a blefaroplastia é estética, o foco é a remoção da pele excedente nas pálpebras superiores e das bolsas de gordura que se formam na parte inferior dos olhos.

No caso das pálpebras superiores, a incisão é feita no sulco palpebral que se forma quando abre os olhos, a pele e gordura são removidas e os pontos são dados no mesmo local ficando imperceptíveis após a total cicatrização.

Nas pálpebras inferiores, o cirurgião plástico faz a incisão bem rente aos cílios inferiores ou na parte interna das pálpebras inferiores, retirando as bolsas e quando necessário o excesso de pele.

A recuperação do procedimento é rápida, exige poucos dias de afastamento das atividades laborais ou cotidianas e cuidados básicos no processo de cicatrização, sendo eles:

  • Correta higienização das suturas;
  • Uso das medicações prescritas;
  • Uso de óculos de sol e protetor solar para não prejudicar a cicatrização;
  • Não usar cosméticos nos 15 dias após a cirurgia;

Seguir à risca as indicações do cirurgião plástico garantirá uma recuperação mais rápida e mínimas chances de complicação neste período.

Ficou clara a diferença?

Muitos pacientes confundem a denominação da doença com uma das cirurgias de correção. Por isso, em caso de dúvidas sobre a ptose palpebral e até mesmo sobre a blefaroplastia, consulte um cirurgião plástico ou oftalmologista que tenha expertise neste tipo de situação.

Fonte:

Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH).