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Hábitos que podem piorar uma enxaqueca

Hábitos que podem piorar uma enxaqueca

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), a enxaqueca afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, sendo 75% mulheres. A enxaqueca caracteriza-se por dores de cabeça intensas, pulsáteis e que pode ter sintomas associados, como tontura, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som entre outros e que, muitas vezes, leva os pacientes a optarem pela cirurgia de enxaqueca.

A enxaqueca pode ser desencadeada por diversos fatores, como tensionais, estresse, alimentos, esforços físicos, alterações no sono, e até mesmo pelo uso de medicamentos.

As causas da enxaqueca são diversas, mas alguns hábitos ruins podem potencializar as crises de cefaleia, aumentando a frequência ou a intensidade das dores. Identificamos alguns hábitos prejudiciais, principalmente para pessoas com predisposição.

Abuso de analgésicos

O uso de medicamentos sem prescrição médica com o objetivo de amenizar as crises de enxaqueca muitas vezes pode ter o resultado contrário e desencadear episódios mais frequentes da enfermidade.

O uso excessivo dos analgésicos ao menor indício da dor faz com que o organismo torne-se dependente da medicação, fazendo com que o remédio seja sempre necessário para alívio momentâneo das crises.

Dessa forma, no longo prazo, as dores tornam-se mais recorrentes.

Alimentação inadequada

Pacientes que possuem crises de enxaqueca devem atentar-se bastante à qualidade da alimentação como uma forma de evitar que as ocorrências tornem-se mais frequentes. Alguns alimentos devem ser evitados, como:

  • café;
  • chocolate;
  • cítricos;
  • condimentados;
  • bebidas alcoólicas;
  • leite e derivados.

Também é indicado não ficar longos períodos sem se alimentar.

Tabagismo

O tabaco já é conhecido como prejudicial ao organismo, entretanto, devido a promover alterações da circulação do sangue e enrijecimento dos vasos sanguíneos ele é ainda mais danoso para pacientes com histórico de cefaleia.

Um estudo publicado na revista médica Neurology analisou o histórico de seis mil estudantes e descobriu que o tabagismo, quando associado ao sobrepeso e sedentarismo, aumenta em três vezes as chances de desenvolver enxaqueca.

Sedentarismo

O sedentarismo é responsável por diversos agravamentos na saúde da população sendo relacionado com o aumento dos casos de obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, por exemplo.

Nos pacientes com enxaqueca o que ocorre é uma baixa produção de serotonina pelo organismo, sendo que a atividade física ajuda na produção desse hormônio, o que reduz a frequência e intensidade da cefaléia.

Entretanto não se deve realizar atividades físicas caso esteja com uma crise ou caso as dores sejam desencadeas pelo esforço.

Consumo de álcool

A enxaqueca é uma enfermidade relacionada com o sistema vascular, sendo que a dilatação dos vasos sanguíneos é uma das causas das dores. O álcool também altera a produção de neurotransmissores e prejudica o estado mental e a imunidade do paciente.

O consumo de álcool, principalmente de forma excessiva, causa a dilatação dos vasos sanguíneos do corpo e do cérebro, o que pode acentuar a ocorrência de enxaquecas. O período de ressaca também é um cenário propício para o surgimento de crises.

Estresse cotidiano

Para pessoas que já possuem predisposição para enxaqueca, um ambiente de estresse cotidiano pode desencadear crises intensas e prejudicar o dia a dia, sendo muitas vezes essa uma das motivações para a realização da cirurgia de enxaqueca.

Entre os problemas cotidianos que são agravantes estão:

  • excesso de trabalho;
  • muitas horas sem comer;
  • nervosismo;
  • insônia ou sono irregular;
  • chateação e instabilidades emocionais.

Nos casos em que as crises de cefaláia tornam-se frequentes e com dores intensas um médico especialista deve ser procurado. A cirurgia de enxaqueca, por exemplo, é um tratamento definitivo com o objetivo de evitar as crises, sendo uma alternativa ao tratamento medicamentoso.