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Como funciona a cirurgia de enxaqueca?

Como funciona a cirurgia de enxaqueca?

A enxaqueca, conhecida também como Migranea, é um tipo de cefaleia primária que acomete, aproximadamente, 15% da população no Brasil. Das pessoas que apresentam a incidência, até 20% são mulheres e de 5 a 10% homens. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) ela é uma das doenças que mais incapacitam o ser humano. Mas, o que muitas pessoas não sabem é que existe cirurgia para enxaqueca.

O que é a cirurgia para enxaqueca?

A Cirurgia para Enxaqueca foi desenvolvida pelo cirurgião plástico Dr. Bahman Guyuron, um dos mais renomados cirurgiões plásticos do mundo, em Cleveland – Estados Unidos. No ano 2000, o Dr. Guyuron começou a notar que os pacientes que realizaram cirurgias estéticas para a região frontal, ou superior, da face, que tinham diagnóstico de enxaqueca antes do procedimento, relatavam melhora nas dores de cabeça.

A partir disso, ele e a equipe iniciaram uma pesquisa mais aprofundada, fizeram publicações em revistas científicas e dezenas de estudos para comprovar que os procedimentos realmente eram eficazes para combater a enxaqueca. Atualmente, diversas equipes ao redor do mundo realizam as cirurgias voltadas especificamente para esse fim e com altas taxas de sucesso.

Os procedimentos são considerados cirurgias pouco invasivas e são realizados com o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital, que são os principais envolvidos com os pontos de dor de pessoas acometidas pela Migranea.
cirurgia de enxaqueca

Como é realizada a cirurgia para enxaqueca?

O conceito da técnica é de que os ramos periféricos dos referidos nervos, que são os responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, tornam-se “irritados” devido à compressão causada por determinadas estruturas ao redor deles, tais como músculos, vasos, ossos e fáscias.

Essa   “irritação dos ramos promove a liberação de neurotoxinas, substâncias que desencadeiam a inflamação dos nervos e membranas localizadas ao redor do cérebro, causando, assim, dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia), que são os principais sintomas da enxaqueca.

A cirurgia pode ser realizada de 4 formas diferentes, dependendo do local identificado como o de início das dores, podendo ser frontal, temporal, occipital e rinogênico. Contudo, em todos os procedimentos, o intuito é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos dos nervos, que são, constantemente, irritados pelas estruturas adjacentes, causando a enxaqueca.

O cirurgião plástico realiza pequenas incisões na região considerada como a ideal para o procedimento, e realiza a ressecção ou retirada das estruturas que estão causando a compressão dos ramos do nervo trigêmeo ou occipital. É bastante simples e, de acordo com especialistas, possui uma taxa de sucesso que varia de 83 a 92%, sendo, muitas vezes, definitiva, ou seja, livrando o paciente da necessidade de medicamentos.

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